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Obesidade infantil no Brasil: quase 4 em cada 10 jovens acima do peso

Por Dr. Joary de Pinho — Médico · CRM-SP 41.210 · Lumen Medical Institute · Publicado em 3 de novembro de 2026

Um novo relatório internacional trouxe um número que pede atenção de todas as famílias. Segundo o World Obesity Atlas 2026, da World Obesity Federation, 38,4% dos brasileiros de 5 a 19 anos estão com sobrepeso ou obesidade. São quase 4 em cada 10 crianças e adolescentes, ou quase 17 milhões de jovens.

Para comparar: a média no mundo é de 20,7%, cerca de 1 em cada 5. O Brasil está bem acima disso. E o mesmo relatório projeta que, se nada mudar, a proporção pode chegar a 50,4% em 2040, ou seja, metade dos jovens.

Não se trata de culpar a criança nem os pais. O peso das crianças reflete, em grande parte, o ambiente em que elas vivem: o que está à venda, o que chega à mesa, quanto se dorme e quanto se brinca. E é justamente nesse ambiente que a família pode agir.

O que está por trás desse número

Hoje a criança cresce cercada de produtos ultraprocessados: biscoito recheado, salgadinho de pacote, refrigerante, suco de caixinha, cereal açucarado. São práticos, baratos e muito anunciados, mas saciam pouco e são fáceis de comer em grande quantidade. Somam-se a isso menos tempo brincando ao ar livre, mais horas de tela e noites de sono mais curtas.

O que os pais podem fazer em casa

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A mesa de casa

Comida de verdade na maior parte das refeições: arroz, feijão, legumes, verduras, frutas, ovos, carnes. Refeição em família, sem pressa e sem tela, ajuda a criança a perceber a própria fome e saciedade.

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O que entra no carrinho

O que não fica no armário não vira hábito. Deixe os ultraprocessados para ocasiões, e não para o lanche de todo dia. Fruta lavada e à vista costuma ser escolhida.

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Bebidas açucaradas

Refrigerante, suco de caixinha, néctar e achocolatado pronto somam muito açúcar sem a criança perceber. Água deve ser a bebida principal, e a fruta, inteira.

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Sono e telas

Horário regular para dormir e telas desligadas antes de deitar. Celular e TV no quarto à noite atrapalham o sono, e dormir mal mexe com a fome no dia seguinte.

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Corpo em movimento

Brincar, correr, andar de bicicleta, praticar esporte. Vale mais o que a criança gosta e repete do que um treino pesado que ela abandona. Quando os pais se mexem junto, fica mais fácil.

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Sem dieta e sem rótulo

Evite comentários sobre o corpo da criança e dietas restritivas por conta própria. A mudança é da casa inteira, não só de quem está acima do peso.

Quando procurar avaliação

Vale levar a criança ou o adolescente para uma avaliação médica quando:

Uma boa avaliação olha para a história da família, o crescimento, o sono, a rotina e, quando indicado, os exames. Cada caso é diferente, e o caminho deve ser construído com calma, junto com a família.

Converse com um médico

Se você está preocupado com o peso do seu filho, ou com o da casa toda, uma consulta com tempo para ouvir a história da família ajuda a entender o que está acontecendo e por onde começar.

No Lumen Medical Institute, a consulta é 100% online, para todo o Brasil, e termina com um relatório escrito em linguagem clara. Acesse lumenvida.org ou agende a sua teleconsulta →

Quer aprender a ler o rótulo dos produtos? Leia também: Comida que parece saudável: 4 produtos que enganam pela embalagem →

Fonte: World Obesity Federation, World Obesity Atlas 2026.

Conteúdo educativo, não substitui a consulta. Este artigo não substitui a avaliação médica individualizada da criança ou do adolescente. Não inicie dietas restritivas nem use remédios para emagrecer sem orientação médica.